Quingentésimo ano (226)
Tomava Daliana por vingança
Da culpa do pastor que tanto amava,
Casar com Gil vaqueiro; e em si vingava
O êrro alheio, e perfida esquivança.
A discrição segura, a confiança
Das rosas que o seu rosto debuxava,
O descontentamento lhas mudava;
Que tudo muda huma aspera mudança.
Gentil planta disposta em sêcca terra;
Lindo fructo de dura mão colhido;
Lembranças de outro amor, e fé perjura,
Tornárão verde prado em serra dura;
Interêsse enganoso, amor fingido,
Fizerão desditosa a formosura.
Luís de Camões
Nota:
ResponderExcluir" Continua o Poeta no uso de esconder em criptónimos personagens conhecidas, dando-lhes aparência de pastores e pastoras - uso vulgarizado no século XVI pelo romance pastoril Arcádia de Sannazaro." ( Joaquim Ferreira)
Estas mulheres são do piorio.
ResponderExcluirSó amores fingidos.
Puro e verdadeiro, só o Poeta.
Bom dia, José.
Tudo o que era bom se transformou em ruim.
ExcluirBoa tarde, Isabel.
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!