Quingentésimo ano (225)
Todo animal da calma repousava,
Só Liso o ardor della não sentia;
Que o repouso do fogo, em que elle ardia,
Consistia na Nympha que buscava.
Os montes parecia que abalava
O triste som das mágoas que dizia:
Mas nada o duro peito commovia,
Que na vontade de outro posto estava.
Cansado ja de andar por a espessura,
No tronco de huma faia, por lembrança,
Escreve estas palavras de tristeza
Nunca ponha ninguem sua esperança
Em peito feminil, que de natura
Somente em ser mudavel tẽe firmeza.
Luís de Camões
Nota:
ResponderExcluir" Liso - É anagrama perfeito de Luís, nome de baptismo do Poeta: Luís de Camões.
Na vontade de outro - O Poeta queixa-se da infidelidade de ela, que tinha posto o peito noutro. Mas quem era ela?
Talvez Isabel Tavares, talvez outra." ( Joaquim Ferreira)
Boa semana de aqui da cidade de Peniche
ResponderExcluironde hoje acordámos com um radioso sol.
Belo dia pra vocês José. e ao Camões também
Bom dia e boas férias para vocês com saúde e alegria, João.
ExcluirHoje, temos sol, o que nem sempre acontece, e até o Camões agradece.
Lá anda Camões às voltas com os seus fantasmas.
ResponderExcluirBoa semana, José.
Fantasmas não lhe faltavam. Passou a vida a queixar-se das mulheres.
ExcluirBoa tarde e boa semana, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirResto de dia feliz, Zé!
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Camões também deixou conselhos...
ResponderExcluirBoa semana!
Beijinhos!!
Sem dúvida! Sabia muito.
ExcluirBoa tarde e boa semana, Maribel!
Beijinhos.