Quingentésimo ano (219)
Suspiros inflammados que cantais
A tristeza com que eu vivi tão ledo,
Eu morro e não vos levo, porque hei medo
Que ao passar do Letheio vos percais.
Escriptos para sempre ja ficais
Onde vos mostrarão todos co'o dedo,
Como exemplo de males; e eu concedo
Que para aviso de outros estejais.
Em quem, pois, virdes largas esperanças
De Amor e da Fortuna, (cujos danos
Alguns terão por bem-aventuranças)
Dizei-lhe, que os servistes muitos anos,
E que em Fortuna tudo são mudanças,
E que em Amor não ha senão enganos.
Luís de Camões
Notas
ResponderExcluir" Ao passar do Leteio - O Letes era um dos rios do Inferno. As suas águas produziam o esquecimento."
(Joaquim Ferreira)
O nosso Luis em queixumes e agruras
ResponderExcluirBelo dia pra vocês José.
Muito sofreu o nosso Luís.
ExcluirBoa tarde para vocês, com saúde e alegria, João.
Muito sofre. Que canseira.
ResponderExcluirUm dia bom, José.
"No Amor não há senão enganos"
ExcluirMuito sofre quem ama.
Boa tarde, Isabel.
Voltei e trouxe um poeta vimaranense que descobri num alfarrabista de Torres Novas, caro Amigo.
ResponderExcluirUm abraço.
Deve ter sido um grande achado.
ExcluirBoa tarde, caro Amigo.
Um abraço.
ResponderExcluirBeijinhos, José
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Luísa!
Beijinhos
"Todo o mundo é composto de mudança" e "o Amor é cego"! Muita saúde e menos calor!
ResponderExcluir"E que em Amor não ha senão enganos."
ExcluirBoa noite e boa semana.
Boa noite e
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!