Quingentésimo ano (216)
Gentil Senhora, se a Fortuna imiga,
Que contra mi com todo o Ceo conspira,
Os olhos meus de ver os vossos tira,
Porque em mais graves casos me persiga;
Comigo levo esta alma, que se obriga
Na mor pressa de mar, de fogo, e d'íra,
A dar-vos a memoria, que suspira
Só por fazer comvosco eterna liga.
Nesta alma, onde a fortuna póde pouco,
Tão viva vos terei, que frio e fome,
Vos não possão tirar, nem mais perigos.
Antes, com som de voz trémulo e rouco
Por vós chamando, só com vosso nome
Farei fugir os ventos, e os imigos.
Luís de Camões
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Sábado
Muito obrigado.
ExcluirBom fim-de-semana, Luísa!
Beijinhos
Já não sabemos que remédio dar ao Camões, se a Fortuna é inimiga e o Céu contra ele conspira!
ResponderExcluirPaz de espírito é que é precisa.
Feliz sábado e domingo, com poesia e alegria, é que lhe desejo, José.
Não há remédio, que o possa ajudar, "Por vós chamando, só com vosso nome, Farei fugir os ventos, e os inimigos"
ExcluirBom agosto, com saúde e alegria.
Mais um que não desilude. Lindo mesmo...
ResponderExcluirBom fim de semana, querido José. Beijinho.
Muito obrigado pela visita.
ExcluirNoite tranquila, querida ROMI!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!