Quingentésimo ano (213)
Sempre, cruel Senhora, receei,
medindo vossa grã desconfiança,
que desse em desamor vossa tardança,
e que me perdesse eu, pois vos amei.
Perca-se, enfim, já tudo o que esperei,
pois noutro amor já tendes esperança.
Tão patente será vossa mudança
quanto eu encobri sempre o que vos dei.
Dei-vos a alma, a vida e o sentido;
de tudo o que em mim há vos fiz senhora.
Prometeis e negais o mesmo Amor.
Agora tal estou que, de perdido,
não sei por onde vou; mas algü' hora
vos dará tal lembrança grande dor.
Luís de Camões
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Promessas...
ResponderExcluir"...Prometeis e negais o mesmo Amor. "
Amores desencontradas muitos teve o nosso Camões!
Feliz Agosto.
Ameaças...
Excluir" .....mas algü' hora
vos dará tal lembrança grande dor."
Não ficavam sem resposta.
Boa noite e bom Agosto.
Lindo como sempre.
ResponderExcluirBeijinho e boa noite, querido José.
Camões, grande Camões ( Bocage)
ExcluirBoa noite, querida ROMI.
Beijinhos