Quingentésimo ano (210)
Se, despois de esperança tão perdida,
Amor por causa alguma consentisse
Que inda algum'hora breve alegre visse
De quantas tristes vio tão longa vida;
Hum'alma ja tão fraca e tão cahida
(Quando a sorte mais alto me subisse)
Não tenho para mi que consentisse
Alegria tão tarde consentida.
Nem tamsomente o Amor me não mostrou
Hum'hora em que vivesse alegremente,
De quantas nesta vida me negou;
Mas inda tanta pena me consente,
Que co'o contentamento me tirou
O gôsto de algum'hora ser contente.
Luís de Camões
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Domingo
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Luísa!
Beijinhos.
"...O gôsto de algum'hora ser contente."
ResponderExcluirBem, alguma hora o Amor terá deixado "contente" o inexcedível Camões!
Viva a Poesia de Camões!
Obrigado, José.
Feliz semana, com menos calor
Muito, o Amor, o fez escrever.
ExcluirFeliz semana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!
Desgostos e mais desgostos de queixinhas
ResponderExcluirBela segunda feira em harmonia
e bom dia pra vocês José
Uma longa vida cheia de tristezas.
ExcluirBoa tarde e boa semana, para vocês, com saúde e alegria, João.