Quingentésimo ano (200)
Se as penas com que Amor tão mal me trata
Permittirem que eu tanto viva dellas,
Que veja escuro o lume das estrellas,
Em cuja vista o meu se accende e mata;
E se o tempo, que tudo desbarata,
Seccar as frescas rosas, sem colhellas,
Deixando a linda côr das tranças bellas
Mudada de ouro fino em fina prata;
Tambem, Senhora, então vereis mudado
O pensamento e a aspereza vossa,
Quando não sirva ja sua mudança.
Ver-vos-heis suspirar por o passado,
Em tempo quando executar-se possa
No vosso arrepender minha vingança.
Luís de Camões
A pequenez do grande Poeta.
ResponderExcluirBom dia, José.
A vingança, como castigo.
ExcluirFeliz resto de dia, Isabel.
Maravilhoso, José
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Grato pela visita, Luísa!
ExcluirFeliz resto de dia e beijinhos.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
Belo fim de Semana e bom dia em harmonia José.
ResponderExcluirBoa sexta-feira para vocês , o mais fresquinha poßível, João.
ExcluirBoa noite e bom fim-de-semana, para vocês, João.
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