Quingentésimo ano (196)
De tão divino accento em voz humana,
De elegancias que são tão peregrinas,
Sei bem que minhas obras não são dinas;
Que o rudo engenho meu me desengana.
Porém da vossa penna illustre mana
Licor que vence as águas Caballinas;
E comvosco do Tejo as flores finas
Farão inveja á cópia Mantuana.
E pois, a vós de si não sendo avaras,
As filhas de Mnemosine formosa
Partes dadas vos tẽe ao mundo claras;
A minha Musa, e a vossa tão famosa,
Ambas se podem nelle chamar raras,
A vossa de alta, a minha de invejosa.
Luís de Camões
Musas invejosas já as do nosso Luis
ResponderExcluirBelo fim de Semana pra vocês.
Musas raras, que se podem chamar: uma de alta outra de invejosa.
ExcluirBom fim-de-semana para vocês, João.
( Redirecinado de Resposta do Autor a um soneto, pelos mesmos consoantes) (Wikisource)
ResponderExcluirGrata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de noite, Zé!
A humildade.
ResponderExcluirBoa semana, José.
A comparação entre as Musas.
ExcluirBom dia e boa semana, Isabel.