Quingentésimo ano (192)
Quem pudéra julgar de vós, Senhora,
Que huma tal fé pudesse assi perder-vos?
Se por amar-vos chego a aborrecer-vos,
Deixar não posso o amar-vos algum'hora.
Deixais a quem vos ama, ou vos adora,
Por ver a quem quiçá não sabe ver-vos?
Mas eu sou quem não soube merecer-vos,
E esta minha ignorancia entendo agora.
Nunca soube entender vossa vontade,
Nem a minha mostrar-vos verdadeira,
Indaque clara estava esta verdade.
Esta, em quanto eu viver, vereis inteira;
E se em vão meu querer vos persuade,
Mais vosso não querer faz que vos queira.
Luís de Camões
Hoje um Camões mais cortês e apaixonado, caro Amigo.
ResponderExcluirUm abraço. Que o dia seja tranquilo.
A paixão parece que sempre o acompanhou.
ExcluirBom dia , caro Amigo.
Um abraço.
Oh, este mais encantador, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Camões teve muitas paixões.
ExcluirBom resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Isto não é Amor, é Militância lírica.
ResponderExcluirUm dia bom, José.
Diz que a ama, ou adora.
ExcluirTambém lhe desejo um dia bom, Isabel.
A paixão em desencontro!
ResponderExcluirFeliz dia José!
Camões teve muitos desencontros com as paixões!
ExcluirDia tranquilo, Ana!
Escrevia poesia como quem come tremoços...
ResponderExcluirAs paixões assim o exigiam.
ExcluirAdorei ler.
ResponderExcluirObrigada, querido José.
Muito obrigado, querida ROMI!
ExcluirNoite tranquila.
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Esperança sempre presente
ResponderExcluirBela e agradável quinta feira
e bom dia pra vocês em toda a harmonia José.
A esperança é a última a morrer.
ExcluirBoa tarde para vocês, com saúde e alegria, João.