Quingentésimo ano (191)
Quem póde livre ser, gentil Senhora,
Vendo-vos com juizo socegado,
Se o menino, que de olhos he privado,
Nas meninas dos vossos olhos mora?
Alli manda, alli reina, alli namora,
Alli vive das gentes venerado;
Que o vivo lume, e o rosto delicado,
Imagens são adonde Amor se adora.
Quem vê que em branca neve nascem rosas
Que crespos fios de ouro vão cercando,
Se por entre esta luz a vista passa,
Raios de ouro verá, que as duvidosas
Almas estão no peito traspassando,
Assi como hum crystal o sol traspassa.
Luís de Camões
Obrigada pela bela partilha José!
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa trade, Ana!
Muito bonito.
ResponderExcluirBom dia, José.
Ninguém é livre quando, por amar, está preso.
ExcluirDia tranquilo, Isabel.
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Di!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz dia, Zé!
Contemplativo o nosso Luis
ResponderExcluirBom e belo dia em harmonia pra vocês José.
O nosso Luís andava sempre às voltas com a paixão.
ExcluirBom dia para vocês com saúde e alegria, João
Gostei muito, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirDia tranquilo, Luísa!
Beijinhos