Quingentésimo ano (189)
Que poderei do mundo ja querer,
Pois no mesmo em que puz tamanho amor,
Não vi senão desgôsto e desfavor,
E morte, em fim; que mais não póde ser?
Pois me não farta a vida de viver,
Pois ja sei que não mata grande dor,
Se houver cousa que mágoa dê maior,
Eu a verei; que tudo posso ver.
A Morte, a meu pezar, me assegurou
De quanto mal me vinha: ja perdi
O que a perder o medo me ensinou.
Na vida desamor somente vi,
Na morte a grande dor que me ficou:
Parece que para isto só nasci.
Luís de Camões
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Domingo
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!
Bela Semana e bom dia em harmonia pra vocês José
ResponderExcluirMuito obrigado, João.
ExcluirBom dia e boa semana, para vocês, com saúde e alegria.