Quingentésimo ano (181)
Quando vejo que meu destino ordena
Que, por me exprimentar, de vós me aparte,
Deixando de meu bem tão grande parte,
Que a mesma culpa fica grave pena;
O duro desfavor, que me condena,
Quando por a memoria se reparte,
Endurece os sentidos de tal arte
Que a dor da ausencia fica mais pequena.
Mas como póde ser que na mudança
D'aquillo que mais quero, estê tão fóra
De me não apartar tambem da vida?
Eu refrearei tão aspera esquivança:
Porque mais sentirei partir, Senhora,
Sem sentir muito a pena da partida.
Luís de Camões
"...Sem sentir muito a pena da partida."
ResponderExcluirÉ o melhor: não sentir. Que todos partimos e vamos partindo um pouco, cada dia.
Obrigado Camões e "Sociedade Perfeita", por nos lembrar.
Saúde e Paz!
Quando a partida é inevitável, o melhor é aceitá-la.
ExcluirBom domingo com saúde e alegria.
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado pela visita.
ExcluirBom domingo, Di
Beijinhos!
Cada um que leio apetece-me dizer que é o meu preferido. Excelente partilha.
ResponderExcluirBeijinho, querido José. Bom fim de semana.
São todos ótimos, são do nosso grande Luís de Camões.
ExcluirBom fim-de-semana, querida, ROMI.
Beijinhos
ResponderExcluirBeijinhos, José
Feliz Domingo
Muito obrigado!
ExcluirBom resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!