Quingentésimo ano (180)
Quando se vir com água o fogo arder,
Juntar-se ao claro dia a noite escura,
E a terra collocada lá na altura
Em que se vem os ceos prevalecer;
Quando Amor á Razão obedecer,
E em todos for igual huma ventura,
Deixarei eu de ver tal formosura,
E de a amar deixarei depois de a ver.
Porém não sendo vista esta mudança
No mundo, porque, em fim, não póde ver-se,
Ninguem mudar-me queira de querer-vos.
Que basta estar em vós minha esperança,
E o ganhar-se a minha alma, ou o perder-se,
Para dos olhos meus nunca perder-vos.
Luís de Camões
Viu a moeda comemorativa de Camões?
ResponderExcluirFicou amordaçado. Não bastava só ter um olho ficou agora sem boca.
Sábado feliz.
Ainda não vi. Não lhe bastava ter perdido um olho.
ExcluirBom fim-de-semana.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!