Quingentésimo ano (177)
Quando a suprema dor muito me aperta,
Se digo que desejo esquecimento,
He fôrça que se faz ao pensamento,
De que a vontade livre desconcerta.
Assi de êrro tão grave me desperta
A luz do bem regido entendimento,
Que mostra ser engano, ou fingimento,
Dizer que em tal descanso mais se acerta.
Porque essa propria imagem, que na mente
Me representa o bem de que careço,
Faz-mo de hum certo modo ser presente.
Ditosa he, logo, a pena que padeço,
Pois que da causa della em mi se sente
Hum bem que, inda sem ver-vos, reconheço.
Luís de Camões
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Não é fácil esquecer a dor!
ResponderExcluirObrigada pela partilha e um dia feliz José!
É como diz!
ExcluirFeliz resto de dia, Ana!
ResponderExcluirPerfeito, José
Beijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Luísa!
beijinhos
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Luísa!
Beijinhos
Que lindo. Obrigada, querido José.
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa noite, Romi!
Beijinhos
Boa e bela quarta feira
ResponderExcluirem harmonia
e boas rotinas
Muito obrigado, João.
ExcluirBom dia para vocês, com saúde e alegria.