Quingentésimo ano (172)
Porque a tamanhas penas se offerece
Por o peccado alheio, e êrro insano,
O Trino Deos? Porque o sogeito humano
Não póde co'o castigo que merece.
Quem padecerá as penas que padece?
Quem soffrerá deshonra, morte e dano?
Quem será, se não for o Soberano
Que reina, e servos manda, e obedece?
Foi a fôrça do homem tão pequena,
Que não pôde soster tanta aspereza,
Pois não sosteve a Lei que Deos ordena.
Mas soffre-a aquella immensa Fortaleza
Por amor puro; que a mortal fraqueza
Foi para o êrro, e não ja para a pena.
Luís de Camões
A vida e o pecado, sem pretexto de ser alheio, tocam a todos, quanto maior a Fortaleza, maior o tormento.
ResponderExcluirBoa quinta-feira, José.
Grande nau, grande tormento.
ExcluirBoa tarde, Isabel.
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirResto de dia feliz, Zé!
Perspicaz este nosso Luis
ResponderExcluirBom fim de Semana
bela sexta feira em harmonia pra vocês José
Muito perspicaz, João.
ExcluirBom dia e bom fim-de-semana para vocês.