Quingentésimo ano (171)
Por sua Nympha Céphalo deixava
A Aurora, que por elle se perdia,
Postoque dá principio ao claro dia,
Postoque as roxas flores imitava.
Elle, que a bella Procris tanto amava,
Que só por ella tudo engeitaria,
Deseja de tentar se lhe acharia
Tão firme fé, como ella nelle achava.
Mudado o trage, tece hum duro engano;
Outro se finge, preço põe diante;
Quebra-se a fé mudavel, e consente.
Oh subtil invenção para seu dano!
Vêde que manhas busca hum cego amante
Para que sempre seja descontente!
Luís de Camões
Nota
ResponderExcluir" Céfalo - Muito belo. Esposo de Prócris e amado pela Aurora. Permaneceu sempre fiel a Prócris.
Prócris - Esposa de Céfalo, que - para lhe experimentar a virtude - se fingiu outro, seduzindo-a com dádivas."
(Joaquim Ferreira)
Um bom dia camoniano, caro Amigo.
ResponderExcluirUm abraço
Também lhe desejo um bom dia, caro Amigo.
ExcluirUm abraço.
A mitologia grega tem qualquer coisa de novela da Globo, ou será a novela da Globo que terá qualquer coisa clássica? Ou será que andámos cá há milénios sempre ao mesmo? Só digo heresias, José. Não ligue. Coisas de ignorante da literaridade do século XXI. sem um pingo de erudição. Sem um pingo de respeito pelos pregaminhos.
ResponderExcluirUm dia bom. :)
"Ou será que andámos cá há milénios sempre ao mesmo? "
ExcluirAcho que não inovámos nada.
Boa tarde, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBom resto de dia, Zé!
Tanto sofreu por amor...
ResponderExcluirBeijinhos!!
Deve ter sido isso que tanto o fez escrever.
ExcluirBeijinhos
Exclente, José, este soneto é maravilhoso
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirBom resto de dia, Luísa!
Beijinhos