Quingentésimo ano (158)
Oh como se me alonga de anno em ano
A peregrinação cansada minha!
Como se encurta, e como ao fim caminha
Este meu breve e vão discurso humano!
Mingoando a idade vai, crescendo o dano;
Perdeo-se-me hum remedio, que inda tinha:
Se por experiencia se adivinha,
Qualquer grande esperança he grande engano.
Corro apoz este bem que não se alcança;
No meio do caminho me fallece;
Mil vezes caio, e perco a confiança.
Quando elle foge, eu tardo; e na tardança,
Se os olhos ergo a ver se inda apparece,
Da vista se me perde, e da esperança.
Luís de Camões
ResponderExcluirBeijinhos, José
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia, Zé!
Hoje o meu estado de espírito condiz com este soneto de Camões.
ResponderExcluirObrigada por nos dar a ler mais um.
Boa tarde, José.
Não pode é perder a esperança.
ExcluirBoa tarde, Isabel.
Nunca perderei. :)
ExcluirForça e rebeldia.
ExcluirPonderadas dores existenciais do nosso Luis
ResponderExcluirBom fim de Semana, e bom dia em toda a harmonia pra vocês.
Sempre a queixar-se da sua desgraçada vida.
ExcluirBom dia e bom-fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.
Bom fim de semana
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa noite e bom fim-de-semana, Di!