Quingentésimo ano (156)
O raio crystallino se estendia
Por o mundo da Aurora marchetada,
Quando Nise, pastora delicada,
Donde a vida deixava se partia.
Dos olhos, com que o sol escurecia,
Levando a luz em lagrimas banhada,
De si, do fado, e tempo magoada,
Pondo os olhos no Ceo, assi dizia:
Nasce, sereno sol, puro e luzente;
Resplandece, purpurea e branca aurora,
Qualquer alma alegrando descontente;
Que a minha, sabe tu que desde agora
Jamais na vida a podes ver contente,
Nem tão triste nenhuma outra pastora.
Luís de Camões
obrigada pela partilha.
ResponderExcluirbeijinhos
Muito obrigado!
ExcluirBom dia, Di!
Beijinhos
Celebrar Camões é, de certa forma, caucionar o eurocentrismo, a supremacia branca e o próprio fascismo. Quem gosta de Camões vota Trump e não apoia a Palestina. ( Quintela, no Observador)
ResponderExcluirEm que se baseia, para fazer tão parva afirmação?
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!