Quingentésimo ano (155)
O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora.
O tempo busca e acaba onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.
O tempo o claro dia torna escuro,
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grã bonança.
Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.
Luís de Camões
Esperança suprema a de estar seguro de abrandar o tempo.
ResponderExcluirBoa segunda-feir, José.
Também queria abrandar o "peito de diamante".
ExcluirBoa semana, Isabel.
ResponderExcluirBoa semana.
Beijinhos
Muito obrigado.
ExcluirBoa semana, Maribel!
Beijinhos
ResponderExcluirBeijinhos, José
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!
Bonito soneto.
ResponderExcluirExcelente terça-feira.
Bom dia, desejo-lhe uma boa quarta-feira.
ExcluirO nosso Luis em grande, e no tempo
ResponderExcluirBelo dia pra vocês José.
Queria abrandar o peito de diamante.
ExcluirBom dia para vocês, com saúde e alegria, João.