O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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A força do amor! A Marina e Roberto, que para além de quererem estudar na Universidade de Coimbra, que consideravam ser a mais prestigiada Universidade da Europa, queriam, também iniciar uma vida a dois
Assim, em dois anos conseguiram habilitações, para ingressarem na Universidade
Por ser filha do Governador, teve oportunidade de embarcar, em Luanda, numa nau, que fazia parte da frota, vinda da Índia, e ali tinha feito escala, para reabastecimento, com o Roberto, seu namorado
Foram quase dois meses de viagem, uma viagem tranquila, só aportaram ao Funchal, na Ilha da Madeira, para voltar a reabastecer a frota
Chegaram a Lisboa, em finais de Julho, em pleno verão, ficara encantados com a cidade, calcorrearam as suas vielas e colinas, como se procurassem os seus antepassados
Continuavam intrigados, sem terem uma explicação, para que um pequeno país tivesse empreendido uma tão grande aventura, como foram os descobrimentos, que levaram os portugueses a todos os Continentes, fazendo com que, à força, tivessem feito muitas conquistas, formando um grane Império
No início de Setembro, dirigiram-se para Coimbra. Aí chegados, entregaram as credencias, que lhes permitiam frequentarem a Universidade
Estavam radiantes, o sonho estava quase a tornar-se em realidade: Estudar na Universidade de Coimbra, uma Licenciatura na famosa e prestigiada Universidade dos estudantes, que melhor carta de recomendação?
Mas, com não há rosas sem espinhos, a Marina começou a andar enjoada, não havia dúvidas, estava gravida
Em Luanda, A Rosinha estava muito preocupada, por não saber nada do filho, o desespero era tão grande que, contra a sua vontade, foi perguntar, ao Governador, se já tinha tido alguma notícia deles
Também ele, ainda, não sabia nada deles, acrescentando que as notícias, entre Luanda e Lisboa, eram muito demoradas. Assim, teriam de ter muita paciência, e esperar que dessem notícias
Percebeu que ele não estava tão preocupado como ela, o que não admirava, normalmente, os pais conseguem disfarça melhor o seu sofrimento em relação à ausência dos filhos, do que as mães, que parecem sofrer mais, com essa ausência, do que os pais
A ela, o que lhe valeu foi a neta que, com a morte do avô, a ocupava o tempo inteiro, na ida às lavras, à creche, para onde quer que fosse a avó, lá ia ela, e assim não tinha tempo para pensar na ausência do Roberto
A Miquelina e o Ezequiel, aliviados das suas responsabilidades, na cooperativa, só queriam estar junto da neta, passavam os dias a adorar a Eliane, para eles, aquela neta era a maior prenda das suas vidas
Os netos são como que o último presente, para quem já pouco espera da vida, sabem que estão de partida, que as forças vão faltando, mas verem os netos crescer, fá-los renascer, sempre, na esperança de um dia, até, poderem chegar a ver bisnetos.
Continua
Está a ser muito interessante, José
ResponderExcluirA continuar ...
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Que prossiga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirMuito obrigado por a acompanhar.
ExcluirUm abraço.
Pois é os netos são as vitaminas dos avós. Já nem se imagina o que eram essas viagens de meses no mar e de muitos mais meses para receber noticias do viajantes, de volta.
ResponderExcluirNem todos os netos serão vitimas dos avós. Alguns avós também são vitimas dos netos.
ExcluirQuanto às viagens e notícias deviam levar meses sem fim, bem podiam esperar.
Tocantes apontamentos de vida, caro Amigo.
ResponderExcluirUm abraço
Não nos faltam exemplos de quem tenha ido para as muitas partes do Império, sem saberem se voltariam ou dariam notícias: vidas muito duras.
ExcluirBoa noite, caro Amigo.
Um abraço.
Em grande estas narrativas José
ResponderExcluirBom fim de Semana pra vocês, e bom dia em toda a harmonia.
Bons tempos em que dividimos o mundo com os espanhóis, eramos os maiores.
ExcluirBom fim-de-semana para vocês, João.
Sei que perdi uma boa porção dos fios destas teias, mas gostei de reencontrar esta família
ResponderExcluirOutro abraço, Cheia!
Também gostei muito de voltar a "vê-la", foi um mês, que pareceu um ano. Espero que esteja recuperada.
ExcluirBom fim-de-semana, Maria João!
Um abraço.
Não sei como estarei amanhã, não posso prometer que volte a conseguir escrever seja o que for, Cheia. Estou apenas a tentar...
ExcluirBom fim-de-semana também para si!
Outro abraço
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Di!
A coragem de procurar onde se poderão realizar sonhos e vontades. O pior era a falta de comunicações existentes.
ResponderExcluirNoite feliz.
Nós, hoje, não conseguimos imaginar os benefícios de estarmos, sempre, em contacto com todos e com todo o mundo.
ExcluirRealizar os sonhos exige muita força de vontade.
Bom feriado, Isabel!
Quando a decisão de ir estudar implicava muito mais do que boas notas. E ainda há tantas crianças no mundo sem acesso à educação. Bom domingo, José!
ResponderExcluirInfelizmente, e as raparigas são as mais castigadas, como, sempre, foram ao longo dos séculos.
ExcluirBom feriado, Inês!
Tudo está a melhorar, só a saudade dos avós é mais dura de suportar.
ResponderExcluirBeijinhos José
Não queria estar no lugar deles, vão ter de esperar muito para verem o bebé
ExcluirBom feriado, Manu!
Beijinhos.
Olá José, como avançou a sua história do Império, estamos de volta ao continente europeu, a Coimbra, boas perspectivas de estudo, e com mais um rebento na família, uma netinha! Só posso dizer-lhe que me revi por completo num dos parágrafos:"a ocupava o tempo inteiro, na ida às lavras, à creche, para onde quer que fosse a avó, lá ia ela, e assim não tinha tempo para pensar
ResponderExcluirSerá que ainda irá a Marina retomar o projecto de frequência na universidade (?)
Continuação de um bom feriado, José.
Beijinhos!
Não se sabe se é netinha ou netinho, ainda não havia ecografias!
ExcluirA Marina é uma rapariga muito determinada, quer licenciar-se, para poder ajudar os povos de Angola.
Boa semana, Mafalda!
Beijinhos
e realmente o que importa é que venha bem e com saúde.
ExcluirObrigada, igualmente José, boa semana!
Beijinhos!
Sem dúvida, não valorizamos o suficiente o facto de virem bem e com saúde.
ExcluirNoite tranquila, Mafalda!
Beijinhos