O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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Em Luanda, a Rosinha e a restante família estavam muito preocupados por não terem notícias do Roberto e da Marina, que já tinha conquistado aquela família, pela sua simplicidade, por se preocupar com os problemas daquela comunidade e pelo amor que todos sentiam que tinha pelo Roberto
Em Coimbra, a Marina inscreveu-se na Faculdade de Medicina e o Roberto na de Direito
Apesar da gravidez, queria a todo custo Licenciar-se em Medicina, e logo nos primeiros tempos, mostrou que era uma ótima aluna
( A troca das Infantas, para evitar guerras)
Conflitos entre Portugal e Espanha, por causa da fundação pelos portugueses de Montevidéu, no Rio da Prata, a 22 de novembro de 1723
Era uma zona que os portugueses consideravam ser o limite meridional natural do Brasil, enquanto os espanhóis de Buenos Aires queriam controlar todo o estuário do Rio da Prata
Os portugueses tinham desde 1680 a Colónia do Sacramento na região, que fora ocupada pelos espanhóis durante a Guerra da Sucessão Espanhola
Para evitar novas controvérsias e fortalecer ainda mais a aliança que se pretendia, a diplomacia espanhola propôs um duplo matrimónio: para além do casamento entre o príncipe herdeiro espanhol e Maria Bárbara, o príncipe herdeiro português poderia casar com a regressada Mariana Vitória
A infanta Mariana Vitória fora originalmente prometida a Luís XV de França ( a jovem infanta Espanhola fora rejeitada quatro anos depois, quando tinha sete anos, tendo voltado a Madrid )
- João V aceitou a proposta, e dois anos mais tarde, tendo os príncipes e as infantas chegado a idade um pouco mais crescida, firmaram-se então os acordos pré-nupciais: o duplo casamento da Infanta espanhola Mariana Vitória de Espanha ao herdeiro do trono português, José, Príncipe do Brasil e de seu meio-irmão mais velho Fernando, Príncipe das Astúrias à irmã de José, a infanta Maria Bárbara de Portugal, em Janeiro de 1729
Foi um complexo arranjo diplomático e protocolar, os dois conjuntos de príncipes e princesas foram escoltados até a fronteira Espanha-Portugal pelas duas cortes reais ibéricas
Por fim, após demorada preparação, a troca das Princesas realizou-se a 19 de janeiro de 1729. A troca foi feita no Rio Caia
A cerimónia fez-se literalmente a meio do rio, numa grande ponte-palácio de madeira
Houve uma grande preocupação em garantir que o cerimonial fosse perfeitamente simétrico para que ambos os reis, João V de Portugal e Filipe V de Espanha, tivessem igual precedência
A coroa portuguesa pediu dinheiro aos quatro cantos do Império, incluindo Minas Gerais, para costear tão dispendiosa cerimónia.
Todas as localidades, entre Lisboa e o Rio Caia, por onde o cortejo passou, estavam engalanadas. ( da internet)
Continua
Gosto tanto destes relatos históricos, José
ResponderExcluirA continuar...
Beijinhos
Feliz Dia
Já viste a vida desta princesa espanhola, que aos 3 anos foi para a corte de França, como Luís XV não quiz esperar que ela crescesse, ou apaixonou-se por outra, devolveu-a à origem com 7 anos. Depois casaram-na com o príncipe português.
ExcluirBom resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Estou aqui numa rápida visita de médico, mas gostei de ler estes relatos históricos, que confirmam que quem é sangrado para que os grandes possam ter as suas grandes e espampanantes festas, é, invariavelmente, o pobre do povo ou, em bom português, o mexilhão,
ResponderExcluirQuanto à pequenina infanta Mariana Vitória, estou certa de que ficou perfeitamente indiferente perante a rejeição do noivo que era para o ser, mas não o foi...
Um abraço, Cheia
É como diz, são sempre os pobres, que pagam os devaneios e mordomias dos governantes. Neste caso, consta que recorreram aos quatro cantos do Império, para arranjarem o dinheiro, para a grande festa
ExcluirUm abraço.
Esvaziaram os magros bolsos dos trabalhadores dos quatro cantos do império...[:<]
ExcluirOutro abraço, Cheia
Mas tiveram o privilégio de financiar uma grande festa: a troca de duas princesas.
ExcluirUm abraço.
O passado ensina-nos como tendo tudo mudado tanto, no fundo, no fundo, há coisas que não mudaram quase nada.
ResponderExcluirTem razão, parece que as mudanças não foram lá muitas. Troca de princesas para evitar guerras, peditórios para fazer grandes festa .......
ExcluirOlá José!
ResponderExcluirFico verdadeiramente empolgada quando recebo no e-mail a notificação de que as duas teias do Império tem um novo capítulo! E hoje reflicto sobre como o título que lhes deu é um sinal de esperança, discreto, mas presente, pois implica a possibilidade de esta teia se desenvolver numa das linhas que nos leve a uma democracia e igualdades plenas, onde não exista a exploração do mais forte pelo mais fraco, onde de circular apenas a economia de proximidade e inclusão dos elementos de uma comunidade.
As imagens de uma festa em pavilhão construído sobre uma ponte no Rio Caia são o cadinho imaginativo para um mundo surreal próprio de um cenário da guerra das estrelas, para mais com participantes nubentes, as princesas, de tão pouca idade. Outros tempos onde também a esperança média de vida era bem menor do que hoje.
Continuação de muitas e boas escritas para nós uma alegria ler as aventuras neste império!
Veremos se temos uma Srª. Drª. Marina
Bom dia de Sto. António, José!
Beijinhos
Pobre princesa, que com 3 anos vai para a corte de França, e ao fim de 4 anos é devolvida à origem. Para a grande festa da troca das princesas, tiveram de pedir dinheiro aos 4 cantos do Império, sempre foi melhor, do que matarem-se uns aos outros, como, infelizmente, hoje estamos a assistir, nas muitas guerras, que não têm fim.
ExcluirBom resto de dia, Mafalda!
Beijinhos
Gosto de ler estes seus relatos. Vendas Novas teve direito a palácio e, ainda hoje, relembra a passagem das princesas. Saúde.
ResponderExcluirFoi uma grande cerimónia, muito dispendiosa.
ExcluirBoa noite, com saúde e alegria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite, Zé!
Delicioso.
ResponderExcluirObrigada José
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Di!
Beijinhos
Seguimos a vida dos nossos já conhecidos e ainda aprendemos pedaços de história.
ResponderExcluirContinua muito bom.
Muito obrigado por acompanhares estas teias.
ExcluirBom resto de dia, Isabel!
MIséria dos tempos e da guerra José
ResponderExcluirBelo fim de Semana pra vocês.
Todas as guerras só trazem miséria.
ExcluirBom resto de dia, para vocês, com saúde e alegria, João.
Andamos sempre a pedir esmola....
ResponderExcluirExcelente fim de semana.
O hábito de pedir esmola já vem de muito longe.
ExcluirTambém lhe desejo um excelente fim-de-semana.
bom fim de semana José
ResponderExcluirbeijinho e tudo de bom
Muito obrigado, Ana!
ExcluirFeliz resto de dia.
Beijinhos
Mais um relato que me encantou.
ResponderExcluirBeijinhos José
Fico contente por gostar de acompanhar estas teias.
ExcluirBom fim-de-semana, Manu!
Beijinhos
E casavam-se princesas como quem fazia comercio internacional... Tempos difíceis para todos, mas, principalmente, para as mulheres e nem a realeza escapava. Bom domingo, José!
ResponderExcluirA intenção era evitar mantarem-se uns aos outros, nada mudou! Tem razão! Mal nasciam, eram negociadas, mesmo que o noivo fosse muito mais velho, também não interessava, o papel delas era parir herdeiros, o resto era com as amantes.
ExcluirBoa semana, Inês!
beijinho, amigo José! boa semana
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirBoa tarde, Ana!
Beijinhos