Quingentésimo ano (146)
No tempo que de amor viver sohia,
Nem sempre andava ao remo ferrolhado;
Antes agora livre, agora atado,
Em várias flammas variamente ardia.
Que ardesse n'hum só fogo não queria
O Ceo porque tivesse exprimentado
Que nem mudar as causas ao cuidado
Mudança na ventura me faria.
E se algum pouco tempo andava isento,
Foi como quem co'o pêzo descansou
Por tornar a cansar com mais alento.
Louvado seja Amor em meu tormento,
Pois para passatempo seu tomou
Este meu tão cansado soffrimento!
Luís de Camões
Em várias lamas… - É um desmentido àqueles que sustentam ter amado Camões uma só mulher: Natércia, infanta D. Maria, ou outra. O poeta sofreu por muito amar - não uma, várias.
ResponderExcluirQuem não arrisca
Excluirnão petisca, diria eu
Belo fim de Semana pra vocês José.
O grande Luís parece que gostava de arriscar, se calhar, nem sempre conseguiu petiscar.
ExcluirBom fim-de-semana para vocês, João.
Ao melhor estilo romântico português.
ResponderExcluirUm bom fim de semana caro Amigo
Um abraço
Somos assim: cenas de fazerem chorar as pedras da calçada.
ExcluirBom fim-de-semana, caro Amigo.
Um abraço.
Bom fim de semana Caro José.
ResponderExcluirMais uma vez o nosso ilustre Camões enamorado...poeta sofre.
Olá, Sofia.
ExcluirParece que muito sofreu, por muito se enamorar. Costuma dizer-se: "quem ama, obriga-se a sofrer."
Desejo-lhe um bom fim-de-semana.
Beijinhos
Amor e sofrimento de mãos dadas!
ResponderExcluirBom fim de semana José!
O amor foi o fogo, que muito o fez sofrer.
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana, Ana!
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirBom fim-de-semana, Di!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!