Quingentésimo ano (144)
No mundo poucos annos e cansados
Vivi, cheios de vil miseria e dura:
Foi-me tão cedo a luz do dia escura,
Que não vi cinco lustros acabados.
Corri terras e mares apartados,
Buscando á vida algum remedio ou cura:
Mas aquillo que, em fim, não dá ventura
Não o dão os trabalhos arriscados.
Criou-me Portugal na verde e chara
Patria minha Alemquer; mas ar corruto,
Que neste meu terreno vaso tinha,
Me fez manjar de peixes em ti, bruto
Mar, que bates a Abássia fera e avara,
Tão longe da ditosa patria minha.
Luís de Camões
Obrigada e um bom dia José!
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Ana!
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Os versos deste soneto servem de epitáfio a um mancebo afogado no Mar Vermelho, e que era natural de Alenquer.
ResponderExcluirAbássia - Referência às regiões arábicas, batidas pelo Mar Vermelho.
Sabia lá ele que ia ter um aeroporto com o seu nome.... nesta sua pátria que não o glorificou como ele considerava que devia....
ResponderExcluirBeijinhos!!
Bem merece, foi um grande poeta.
ExcluirBoa tarde, Maribel!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!
A única coisa que se aproveita no novo aeroporto é o nome, foi boa opção manter o nome de Luís de Camões.
ResponderExcluirExcelente sexta-feira.
Pelo menos, lembraram-se do mosso maior poeta.
ExcluirTambém lhe desejo uma excelente sexta-feira.