Quingentésimo ano (143)
Nem o tremendo estrépito da guerra,
com armas, com incêndios espantosos,
que despacham pelouros perigosos,
bastantes a abalar ũa alta serra,
podem pôr medo a quem nenhum encerra,
depois que viu os olhos tão fermosos,
por quem o horror nos casos pavorosos
de mi todo se aparta e se desterra.
A vida posso ao fogo e ferro dar,
e perdê-la em qualquer duro perigo,
e nele, como Fénix, renovar.
Não pode mal haver pera comigo,
de que eu já me não possa bem livrar,
senão do que me ordena Amor imigo.
Luís de Camões
Uma vida a ferro e fogo!
ResponderExcluirTenha um bom dia, José!
A batalha pelo amor, era mais feroz que a guerra.
ExcluirBom resto de dia, Ana!
O Camões dos duelos...
ResponderExcluirUm bom dia caro Amigo.
Um abraço.
Com comparações entre a guerra e o amor.
ExcluirBoa tarde, caro Amigo.
Um abraço
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado.
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Dia feliz, com Camões. Saúde e Paz!
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirBoa tarde, com poesia. Saúde e alegria!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirResto de dia tranquilo, Zé!