Quingentésimo ano (138)
Na desesperação já repousava
O peito longamente magoado,
E, com seu damno eterno concertado,
Ja não temia, já não desejava;
Quando huma sombra vãa me assegurava
Que algum bem me podia estar guardado
Em tão formosa imagem, que o traslado
N'alma ficou, que nella se enlevava.
Que credito que dá tão facilmente
O coração áquillo que deseja,
Quando lhe esquece o fero seu destino!
Ah! deixem-me enganar; que eu sou contente;
Pois, postoque maior meu damno seja,
Fica-me a glória já do que imagino.
Luís de Camões
Bom dia, José.
ResponderExcluirEste entendo bem.
Nem todos são enigmáticos.
ExcluirNoite tranquila, Isabel.
Num pouco de ilusão também
ResponderExcluirlá andava o nosso Luis
Belo fim de semana pra vocês José.
O mais do tempo, andava na lua.
ExcluirBoa noite e bom-fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João
Às vezes, as histórias da nossa imaginação são tudo o que nos resta...
ResponderExcluirBelo poema!
Bom fim de semana José.
Camões deve ter tido uma vida muito atribulada.
ExcluirBom fim-de-semana, Isa.
Muito bom, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite e bom fim-de-semana, Luísa!
Beijinhos
"...Fica-me a glória já do que imagino." Premonição de glórias futuras e consciência da genialidade!
ResponderExcluirExcelente fim de semana.
Muito obrigado.
ExcluirTambém lhe desejo um excelente fim-de-semana.
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana, Di!
Beijinhos
Ser feliz por engano..
ResponderExcluirBom fim de semana.
Beijinhos
O que interessa é ser feliz.
ExcluirBom fim-de-semana, Maribel!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!