Quingentésimo ano (137)
Memórias ofendidas que um só dia
me não deixais em paz o pensamento,
não me daneis o gosto do tormento,
que quem vos ofendeu vos defendia.
Que me quereis? Olhai que se injuria
convosco o delicado sentimento
que me ficou do eterno apartamento
de quem já tem desfeita a morte fria.
Deixaram-me co a mágoa das ofensas;
levaram um remédio só que tinha.
Quem irá vencer a pena que alma sente,
Onde achará do dano as recompensas,
se ainda de ser triste a dita minha
me não deixa um momento ser contente?
Luís de Camões
ResponderExcluirMuito bom, José
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBpm resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado!
ExcluirResto de dia tranquilo, Di!
Beijinhos
Creio que ainda não compreendi este.
ResponderExcluirUm resto de dia feliz, José.
Nem eu. Os sonetos dele são de difícil interpretação.
ExcluirTambém lhe desejo um resto de dia tranquilo, Isabel.
Triste sina a do nosso extraordinário Camões, que nunca consegue ser feliz!
ResponderExcluirGrato pela partilha e divulgação.
Se calhar, foi isso que o fez tanto escrever.
ExcluirBoa noite com saúde e alegria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!
Tristezas do nosso Luis
ResponderExcluirBela sexta feira
e um bom fim de semana em harmonia José.
Andava sempre com queixinhas.
ExcluirBom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.