Quingentésimo ano (133)
Julga-me a gente toda por perdido,
Vendo-me, tão entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado,
E de humanos commercios esquecido.
Mas eu, que tenho o mundo conhecido,
E quasi que sôbre elle ando dobrado,
Tenho por baixo, rustico, e enganado
Quem não he com meu mal engrandecido.
Vá revolvendo a terra, o mar, e o vento,
Honras busque e riquezas a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma.
Que eu por amor sómente me contento
De trazer esculpido eternamente
Vosso formoso gesto dentro da alma.
Luís de Camões
Bom dia, José.
ResponderExcluirMaravilha de soneto. :)
Um esplêndido Domingo para si e outro inteiro e grande só para Camões, que vive ainda e dos que buscam honras e riquezas não reza tão bela história.
Bom dia, Isabel.
ExcluirTambém lhe desejo um esplêndido Domingo.
Camões, neste soneto, põe o dedo na ferida.
Obrigada e bom domingo José!
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirTambém lhe desejo um bom domingo, Ana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirExcelente semana, Zé!
Bela segunda feira em harmonia pra vocês, e bom dia José
ResponderExcluirmas ao nosso Luis, também...
Bom dia e boa semana, para vocês , com saúde e alegria, João.
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