Quingentésimo ano (132)
Já tempo foi que meus olhos folgavam
de ver os verdes campos graciosos;
tempo foi já também que os sonorosos
ribeiros meus ouvidos recreavam.
Foi tempo que nos bosques me alegravam
os cantares das aves saudosos,
os freixos e altos álamos umbrosos
cujos ramos por cima se ajuntavam.
Permanecer não pude em tal folgança;
não me pôde durar esta alegria,
não quis este meu bem ter segurança;
ainda neste tempo eu não sentia
do fero Amor a força e a mudança,
os laços e as prisões com que prendia.
Luís de Camões
Que bonito!
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirBom Domingo.
Tivesse o nosso Camões ficado pelos "verdes campos graciosos"... não sentiria
ResponderExcluir"...do fero Amor a força e a mudança..."
É sempre muito agradável ler, diariamente, um Poema de Camões. Obrigado e parabéns pela iniciativa.
Eu é que agradeço a visita.
ExcluirMal sabia ele, que o Amor era uma grande prisão.
Bom Domingo.
Ai as prisões.
ResponderExcluirBoa noite, José.
Não há prisão, como a do Amor.
ExcluirDia tranquilo, Isabel.
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa semana, Di!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirDia tranquilo, Zé!