Quingentésimo ano (130)
Ja claro vejo bem, ja bem conheço
Quanto augmentando vou o meu tormento;
Pois sei que fundo em água, escrevo em vento,
E que o cordeiro manso ao lobo peço;
Que Arachne sou, pois ja com Pallas teço;
Que a tigres em meus males me lamento;
Que reduzir o mar a hum vaso intento,
Aspirando a esse ceo que não mereço.
Quero achar paz em hum confuso inferno;
Na noite do sol puro a claridade;
E o suave verão no duro inverno.
Busco em luzente Olympo escuridade,
E o desejado bem no mal eterno,
Buscando amor em vossa crueldade.
Luís de Camões
Aracne - Tecedeira sem rival. Matou-se porque Minerva ou Palas lhe rasgou a sua tela, em que se historiavam os amores dos deuses. Minerva restituiu-lhe a vida, tornando-a aranha.
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ResponderExcluirMuito bom, José
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirDia tranquilo, Luísa!
Beijinhos
Um dia bom, José.
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirDia tranquilo, Isabel.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirDia tranquilo, Zé!
O nosso aclamado Camões vive permanentemente em sentimentos contraditórios. Genialidade!
ResponderExcluirDeve ter tido uma vida muito atribulada.
ExcluirBoa noite, com saúde e alegria.