Quingentésimo ano (129)




Já a saudosa Aurora destoucava
os seus cabelos de ouro delicados,
e as flores nos campos esmaltados
do cristalino orvalho borrifava;

quando o fermoso gado se espalhava
de Sílvio e de Laurente pelos prados;
pastores ambos, e ambos apartados
de quem o mesmo Amor não se apartava.

Com verdadeiras lágrimas, Laurente
«Não sei – dezia – ó Ninfa delicada,
porque não morre já quem vive ausente,

pois a vida sem ti não presta nada».
Responde Sílvio: «Amor não o consente,
que ofende as esperanças da tornada».





Comentários

  1. Haja sempre esperança, com o nosso Luis
    Boa e bela quarta feira em harmonia
    e boas rotinas pra vocês.

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    1. O nosso Luís é o maior.
      Um bom dia de verão para vocês, João.

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  2. Obrigada pela partilha e um dia feliz, José!

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  3. Respostas
    1. Muito obrigado.
      Também lhe desejo um dia feliz, Isabel.

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  4. Grata pela partilha, José! :))
    Resto de dia Feliz!

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  5. Gostei muito deste soneto, José

    Beijinhos
    Resto de Dia Feliz

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    Respostas
    1. O nosso Camões foi um grande génio.

      Boa tarde, Luísa!

      Beijinhos

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