Quingentésimo ano (123)
Formosos olhos, que na idade nossa
Mostrais do Ceo certissimos signais,
Se quereis conhecer quanto possais,
Olhai-me a mim, que sou feitura vossa.
Vereis que do viver me desapossa
Aquelle riso com que a vida dais:
Vereis como de Amor não quero mais,
Por mais que o tempo corra, o damno possa.
E se ver-vos nesta alma, emfim, quizerdes,
Como em hum claro espelho, alli vereis
Tambem a vossa angelica e serena.
Mas eu cuido que, só por me não verdes,
Ver-vos em mim, Senhora, não quereis:
Tanto gôsto levais de minha pena!
Luís de Camões.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluir"Como em hum claro espelho em vós me vejo"...
Assim começará o meu próximo soneto resposta que não sei quando poderei terminar porque não ando muito cansada.
Um abraço
O primeiro verso já está, o resto virá.
ExcluirUm abraço.
Espero que sim porque, em cima das muitas maleitas que carrego, não esquecendo a da minha gata Mistral, apanhei uma bruta intoxicação alimentar que me deixou de rastos e um tanto ou quanto lerdinha das ideias...
ExcluirOutro, que hoje ainda esgotamos os abraços
Boas e rápidas melhoras, Maria João!
ExcluirUm abraço.
Mais uma partilha maravilhosa, José
ResponderExcluirBeijinhos
Resto de Dia Feliz
Muito obrigado!
ExcluirBom resto de dia , Luísa!
Beijinhos
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirNoite tranquila, Di!
Beijinhos
Queixoso o nosso Luis
ResponderExcluirBom fim de Semana, e em harmonia pra vocês.
Parece que não encontrou o amor certo.
ExcluirBom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.