O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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Três dias depois do funeral do Januário, a Milay, para o contentamento de toda a família, ajudando, também, a dissipar parte da tristeza causada pela morte do Januário, deu à luz a Eliane
Todos ficaram muito contentes com a chegada da Eliane, os pais, os avós e restante família. Mas, o desaparecimento do Januário continuaria, por muito tempo, a fazer com que a família não superasse a tristeza provocada pela falta do seu mais destacado elemento que, sempre, se preocupou com os escravos, fazendo com que fosse um grande humanista
Com a chegada da Eliane, também a Miquelina e o Ezequiel delegaram os seus compromissos, com a cooperativa, nos filhos, o Zacarias e a Milay, para se puderem dicar à neta, queriam aproveitar todo o tempo que fosse possível, para verem crescer a Eliane
O grande sonho da Rosinha, do Ezequiel e da Miquelina era que as netas aprendessem a ler. Mas não conseguiam prever quando abriria a primeira escola em Angola
De 1575 a 1759, o que interessava era desconstruir a cultura nativa por meio da doutrina cristã, que começava a ser ensinada na catequese, num sentido de missão civilizadora
Esta missão foi confiada, inicialmente, aos “ Religiosos da Companhia de Jesus”, através de uma provisão régia do Príncipe D. Pedro, em nome do rei D. João VI, depois aos capuchinhos italianos e posteriormente a outras missões católicas (Neto M.B., 2005)
O princípio fundamental da doutrina católica em África, enquanto parceiro do Estado português autorizado para levar avante a tarefa de civilizar os nativos, era o de converter os nativos à fé cristã e não de educá-los e formá-los no sentido restrito das palavras
Segundo Neto (2010, a primeira escola fundada pelos jesuítas data de 1491 e obedecia ao plano de estudos de português. Seguiram-se as escolas-capelas, onde era ensinada a envangelização, fé e dogma
Estes princípios eram materializados por meio de um aparelho ideológico e teológico sustentado pela coroa portuguesa que, em última análise, patrocinava e ditava a filosofia de atuação
Só com a reforma do ensino, feita por Marquês de Pombal, é que os que queriam aprender a ler e escrever, terão tido essa oportunidade
O Roberto, irmão da Leopoldina, não quis ir trabalhar para a cooperativa, não queria saber do trabalho no campo, ambicionava saber ler, ser político, estudar em Coimbra: tudo menos ficar confinado ao campo e a Angola
Travou conhecimento com uma das seis filhas do Governador, apaixonaram-se um pelo outro
O Governador, quando soube do namorico, quis que a filha acabasse com ele. Mas, esta disse-lhe, que gostava muito dele e que preferia morrer a perdê-lo
O Governador vivia muito triste por não ter um filho. Com seis filhas, sem candidatos, na sua opinião, com qualidades para casarem com as suas filhas, prometeu-lhe pensar no assunto, e em breve dar-lhe-ia uma resposta.
Continua
A acompanhar com muito gosto, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado.
ExcluirBom resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Prossiga a saga...:)))abraço
ResponderExcluirBoa tarde.
ExcluirUm abraço.
olha! agora ficamos à espera da resposta! espertinho muito bom!
ResponderExcluirbeijinhos e dias felizes
Muito obrigado, Ana!
ExcluirBoa noite e beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
A seguir à religião chegou a educação. O tempo que demorou e ainda demora a elevar socialmente o povo é a grande chaga.
ResponderExcluirA religião dominou o ensino até à implantação da República, para ir para a Universidade era preciso assinar uma declaração em como era católico. Não havia Registo Civil, eram os padres, que faziam o registo de nascimento.
ExcluirBoa noite.
Ler é um bem maior.
ResponderExcluirEspero que o Governador respeite a escolha da filha.
Feliz sexta-feira.
O Governador quer " despachar " as filhas, mas acha que os pretendentes não estão à altura delas.
ExcluirBom fim-de-semana.
Uma bela saga histórica José
ResponderExcluirUma bela sexta feira, em harmonia, boas rotinas, e bom fim de Semana
pra vocês.
Um Império, que nos levou a perder o Tejo.
ExcluirBom fim-de-semana quente, alegria para muita gente, João.
Grata pela partilha:
ResponderExcluirQue continue a saga que gosto tanto de ler.
Bom fim de semana.
Beijinhos José
Fico contente, por gostar de ler estas teias.
ExcluirBom fim-de-semana, Manu!
Beijinhos.
Esperemos que se case e tenha muitos filhos. Saúde para todos!
ResponderExcluirVamos ver se o pai aceita o pretendente, para ele, nenhum está à altura das suas princesas.
ExcluirBom fim-de-semana, em que Lisboa está envolta em euforia.
E lá vamos nós torcer pelo amor.
ResponderExcluirO amor move montanhas.
ExcluirBom domingo, Isabel!
Quando se "ensinava" para controlar. Um povo ignorante era um povo mais dócil (e assim eram as esposas também). Bom domingo, José!
ResponderExcluirTem toda a razão. Povo e esposas queriam-se bem obedientes, e o medo do inferno dá uma ajudinha.
ExcluirTambém lhe desejo um bom domingo, Inês!
Tal e qual!
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