Imigrantes
Imigrantes
Vindes à procura de um lugar seguro
De um país de emigrantes, maduro
Cujos governantes vos querem dignificar
Não vos querem ver chegar de mãos a abanar
Só vos deixam entrar, se tiverdes dinheiro para, no hotel, ficar
Precisamos de mão-de-obra, para fazer o que nós já não queremos fazer
Como somos muito hospitaleiros, não queremos que vivam em palheiros
Com os bons ordenados, bem podeis viver com muita dignidade
Até tendes a facilidade de escolher entre o campo e a cidade
O que mais prezamos é a igualdade
Sabemos bem o que é ser emigrante
Temos emigrantes por todo o mundo
Sabemos bem o que é ser bem recebido
Fomos a salto á procura do desconhecido
Agora, já sabemos ao que vamos
Formamos os nossos jovens, para emigrarem
Para os outros países desenvolverem
Porque não fomos capazes de rentabilizar o dinheiro, que recebemos
Um perdeu-se, o outro foi mal gasto
Continuamos sem capacidade para os segurar
Nem as especiarias, nem o ouro, nem os euros nos conseguiram tirar do nosso lugar
A cauda da Europa
É o nosso fado.
José Silva Costa
Uns chegam para o pouco. Os outros, os nossos, partem a procurar o muito. Não há grande razoabilidade nisto caro Amigo.
ResponderExcluirUm abraço
De acordo, caro Amigo.
ExcluirBom dia, um Abraço.
Estarmos entalados neste meio-termo entre ricos e pobres devia dar-nos a noção do justo.
ResponderExcluirUm dia bom, José.
Devia, mas nem sempre isso acontece.
ExcluirTambém lhe desejo um dia bom, Isabel.
E que fado, José!
ResponderExcluirFeliz dia!
Há 900 anos que não saímos disto, somos capazes de grandes feitos, mas são fracos os efeitos.
ExcluirBom dia, Ana!
Apesar de tudo estamos muito melhor que no tempo do botas...abraço
ResponderExcluirNão há comparações! Mas, podíamos fazer muito mais e com a corrupção preocuparmo-nos.
ExcluirUm abraço.
Há muito fundo de verdade no que escreve, mas há sempre detalhes e imprevistos que não cabem na poesia, as circunstâncias da vida.
ResponderExcluirNão sei se não estaremos condenados a aguentar-nos com o nosso fado, julgo que não, mas já não será na nossa geração.
O futuro ninguém sabe como será. O presente parece, cada vez, mais difícil: guerras, calamidades, migrações ........
ExcluirBoa tarde.
Olá José, boa tarde.
ResponderExcluirLembro que nos compêndios de história referiam todos os erros cometidos até chegarmos aos tempos de democracia, tudo parecia analisado e entendido para tomarmos outras decisões e fugirmos desse fado.
Quando será o tempo(?)
Um beijinho, José.
Ninguém foge ao seu destino. Acho que nunca fugiremos ao nosso fado.
ExcluirNoite tranquila, Mafalda!
Beijinhos
Uma realidade, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Noite
O que estão a fazer aos imigrantes, não se faz a ninguém.
ExcluirBoa noite, Luísa!
Beijinhos
Portugal, o país de quem sai, e dos que entram com a esperança no rosto.
ResponderExcluirUm país muito bom, de que todos gostam, pena que os políticos desvalorizem a corrupção.
ExcluirNoite tranquila, Isabel.
E um fado tão atual infelizmente
ResponderExcluirbelas palavras amigo José, pena que não ecoam na sociedade estranha em que vivemos por estes dias
Abraço cúmplice
Infelizmente, não saímos disto.
ExcluirBom resto de dia, caro Amigo.
Um Abraço.
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado.
ExcluirDia tranquilo, Di!
Beijinhos
Depois vemos a inoperacionalidade do Estado para quem quer estar legal em Portugal e só tem entraves facilitando a corrupção para obter os estados de residência (o desespero leva a isso) e claro potenciando a existência de muita gente ilegal sem condições de vida.
ResponderExcluirQuarta-feira feliz.
Queremos ser exemplares. Mas, depois, exigimos coisas impossíveis, colocando as pessoas em grande sofrimento.
ExcluirTambém lhe desejo uma feliz quarta-feira.
Tudo a dormir na forma, é o que é José
ResponderExcluirBela quarta feira pra vocês.
Muitos dormem à porta da AIMA.
ExcluirBoa tarde para vocês, com saúde e alegria.