Quingentésimo ano (97)
Debaixo desta pedra sepultada
Jaz do mundo a mais nobre formosura,
A quem a morte, só de inveja pura,
Sem tempo sua vida tẽe roubada,
Sem ter respeito áquella assi estremada
Gentileza de luz, que a noite escura
Tornava em claro dia; cuja alvura
Do sol a clara luz tinha eclipsada.
Do sol peitada foste, cruel morte,
Para o livrar de quem o escurecia;
E da lua, que ante ella luz não tinha.
Como de tal poder tiveste sorte?
E se a tiveste, como tão asinha
Tornaste a luz do mundo em terra fria?
Luís de Camões
Um bom fim de semana, caro Amigo, aue ele não lhe seja "asinha".
ResponderExcluirUm abraço
Bom dia caro Amigo, também lhe desejo um bom fim-de-semana, que não precisa ser "asinha".
ExcluirUm Abraço
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!