Quingentésimo ano (120)
Este amor, que vos tenho limpo e puro,
De pensamento vil nunca tocado,
Em minha tenra idade começado,
Tê-lo dentro nesta alma só procuro.
D'haver nelle mudança estou seguro,
Sem temer nenhum caso, ou duro fado,
Nem o supremo bem, ou baixo estado,
Nem o tempo presente, nem futuro.
A bonina e a flor asinha passa;
Tudo por terra o inverno e estio deita;
Só para meu amor he sempre Maio.
Mas ver-vos para mim, Senhora, escassa,
E qu'essa ingratidão tudo me engeita,
Traz este meu amor sempre em desmaio.
Luís de Camões
Mais uma inspiração poética
ResponderExcluirBeijinho, José
Feliz Dia
Ao Camões todas as donzelas o inspiravam.
ExcluirFeliz resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluirÉ lindíssimo este soneto! Ainda estou muito atarefada a tentar não me esquecer de nenhum dos medicamentos da manhã, mas levo-o comigo para o caso de a Musa estar de bom humor e querer responder-lhe.
Boa semana e um abraço
Desejo que a Musa esteja inspirada.
ExcluirBoa semana, Maria João!
Um abraço.
Hoje não está muito inspirada, mas é mesmo assim: nos dias em que estou mais dorida ou pressionada por qualquer situação difícil ou impossível de concretizar ela desaparece...
ExcluirBoa semana e outro abraço
Também lhe desejo uma boa semana e uma noite tranquila.
ExcluirUm abraço.
Tão puro e injustiçado pela ingrata Senhora, o nosso Camões.
ResponderExcluirUma semana alegre, José.
Para ele, o amor foi uma grande ingratidão.
ExcluirBoa tarde e boa semana, Isabel.
Sofridos amores
ResponderExcluirBelo dia e semana agradável pra vocês José.
Quem se obriga a amar, obriga-se a sofrer.
ExcluirBoa semana, para vocês, com saúde e alegria, João.
Mais um sofrimento de amor.
ResponderExcluirBoa semana!
Beijinhos!
Camões, muito sofreu com os amores.
ExcluirBoa semana, Maribel!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!