Quingentésimo ano (111)
El vaso reluciente y cristalino,
de Ángeles agua clara y olorosa,
de blanca seda ornado y fresca rosa,
ligado con cabellos de oro fino,
bien claro parecía el don divino
labrado por la mano artificiosa
de aquella blanca Ninfa, graciosa
más que el rubio lucero matutino.
Nel vaso vuestro cuerpo se afigura,
raxado de los blancos miembros bellos,
y en el agua vuestra ánima pura.
La seda es la blancura, y los cabellos
son las prisiones y la ligadura
con que mi libertad fue asida dellos.
Luís de Camões
Um bonito soneto.
ResponderExcluirBom descanso.
Muito obrigado.
ExcluirBom fim-de-semana.
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluirTalvez alguma bela dama de Castela tenha suscitado este soneto ao nosso vate...
Um bom Domingo e um abraço
Estava muito inspirado e escreveu-o em Castelhano.
ExcluirBoa noite, Maria João!
Um abraço.
Pode ser que sim, Cheia, mas eu mantenho a minha suspeita de que foi uma dama castelhana quem lhe inspirou este soneto.
ExcluirJá lhe respondi, também em castelhano... um castelhano um tanto enferrujado pelos muitos anos em que o não utilizei, mas que não me parece que vá afrontar "neustros hermanos".
Boa noite e um abraço
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigao!
ExcluirBoa semana, Di!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!