Quingentésimo ano (102)
Diana prateada, esclarecia
com a luz que do claro Febo ardente,
por ser de natureza transparente,
em si, como em espelho, reluzia.
Cem mil milhões de graças lhe influía,
quando me apareceu o excelente
raio de vosso aspecto, diferente
em graça e em amor do que soía.
Eu, vendo-me tão cheio de favores
e tão propinco a ser de todo vosso,
louvei a hora clara, e a noite escura,
pois nela destes cor a meus amores;
donde colijo claro que não posso
de dia para vós já ter ventura.
Luís de Camões
Paixonetas Camonianas José
ResponderExcluirBelo dia em harmonia.
Boa tarde, João.
ExcluirO Camões era um mitologista, neste soneto: Diana prateada - Diana era uma deusa, filha de Júpiter e de Latona. Simbolizava a Lua, e por isso o Poeta lhe chama "prateada".
Febo ardente - Febo ou Apolo era o deus do Sol, e representava classicamente o próprio Sol .
Bom resto de dia, para vocês, com saúde e alegria.
Beijinhos José
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBeijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!