O Império

O Império – As teias que o Império teceu


 


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A união faz a força, foi essa força que fez com que a cooperativa tenha contribuído para melhorar a vida de todos os cooperantes


Cada vez produziam mais, produção que estava sempre vendida, porque a procura era superior à produção, fazendo com que continuassem a desmatar mais terreno, para aumentar a produção


Era com entusiasmo que todos, novos e velhos, se dedicavam ao trabalho, sentiam uma enorme alegria ao verem as suas sementeiras a nascerem, crescerem, colherem os produtos de que alimentavam era uma sensação indescritível


Com o aumento da produção e o funcionamento da cooperativa, as famílias passaram a ter sempre que comer, deixaram de estar abandonadas à sua sorte, imperava a solidariedade, não sendo permitido o açambarcamento, porque enquanto houvesse, era dividido criteriosamente e proporcionalmente às necessidades de cada família


A Rosinha e o Januário estavam muito orgulhosos de toda aquela família, que constituía a cooperativa, por acreditarem que a sua obra continuaria pelos séculos fora


Seria muito importante, que continuasse, para melhorar a vida de muita gente, que tanta alegria estava a proporcionar àquelas mulheres e homens, jovens e velhos, que tanto se orgulhavam daquele trabalho, honesto e produtivo, arrancando da terra os seus alimentos


A Rosinha, desde a criação da creche, que ela, sempre que tem tempo, ajuda na creche:  fala com as jovens mães, dá-lhes algumas dicas, como cuidarem dos bebés


Contava a sua experiência, como mãe e avó, tenta desdramatizar o papel da mãe e do pai, dizendo que ser pai e ser mãe aprende-se ao longo da vida, e nunca se sabe tudo


As jovens contavam com ela para desabafarem, revelando-lhe as suas dúvidas, alegrias, medos, a todas dava atenção, tentando convencê-las das suas muitas competências, para serem mulheres e mães


O Januário, cada vez, tinha mais dificuldade em andar, tinha receio de ficar acamado, todos os dias fazia muito esforço para fazer uma caminhada, gostava de ir ver as lavras, ver como estavam as plantações, falar com quem andava a tratar delas, lembrar o tempo em que esse era o seu trabalho


Não gostava de ir sozinho, gostava muito da companhia da neta, a Milene, acompanhava a Rosinha, quando ela ia para a creche, sempre, com o fim de conseguir que a neta, depois, fosse com ele


Nem sempre o conseguia, mas muitos dias ela foi a sua companhia, gostava de ir ver os pais e as outras pessoas, que com eles trabalhavam nas lavras


Para o avô, era como se fosse uma borboleta, sempre a saltar e correr, e ele a querer que lhe desse a mão, com medo que caísse e se magoasse


Nos dias em que tinha a sua companhia, esquecia-se das dores, o tempo passava a correr, as lavras tinham outro encanto, aquela borboleta, como ele dizia, a correr, ao longo das plantações, a falar com os pais e todos os que lhe dessem atenção, parecia uma  estrela cintilante, da qual não conseguia desviar o olhar


No regresso, quando chegavam a casa, a avó beijava-a e mimava-a muito, como se estivesse a agradecer-lhe por ter feito companhia ao avô, e ela percebia que eles ficavam muito contentes, com a sua companhia. 


 


Continua


 


 

Comentários

  1. Pelo menos aqui
    a Mula da Cooperativa, não deu dois coices no telhado
    Bom e belo dia de quinta feira pra vocês José
    que mais 50 anos de Liberdade
    faz bem a qualquer idade.

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    1. Nessa cooperativa na havia mulas.

      Um bom dia, da Liberdade, para vocês, e que venham muitos e bons anos, sempre, com Liberdade, João.

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  2. Já fui atrás para me enquadrar

    Beijinhos, José
    Bom Feriado

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    1. Muito obrigado, por te interessares por estas teias.
      Bom feriado, Luísa!
      Beijinhos













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  3. Bom dia, Cheia!
    Talvez seja exagero ver-se aqui o retrato de uma sociedade perfeita, mas que é o de uma comunidade perfeita, é.

    Um abraço!

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  4. maravilhoso tanto carinho entre todos. adorei.
    beijinho e feliz 50 anos de Abril

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    1. Muito obrigado, Ana!
      Bom resto de dia da Liberdade!
      Beijinhos

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  5. Os netos puxam pelos avós, como se fossem o seu "personal trainer"e os avós são a companhia mais apreciada dos netos que lhes permitem executar as travessuras que os pais reprimem.

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    1. É por isso que temos muito carinho para com os nossos avós.

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  6. A simplicidade é o melhor veículo para a felicidade.

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  7. Grata pela partilha, José! :))
    Boa noite!

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  8. Os netos dão saúde aos avós.
    A cooperativa vai de vento em popa. Vamos ver se continuará assim, e não haverá alguém a estragar todo o trabalho e benefício para todos.
    Sábado feliz.

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    1. Os netos são as mais bonitas e perfumadas flores dos avós.
      As agremiações, que tanto trabalho dão a construir, de um momento para o outro acabam.
      Também lhe desejo um bom sábado.

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  9. Que bom que as colheitas estão a aumentar.
    Achei ternurento a neta acompanhar o avô.
    Beijinhos José

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    1. Devemos acompanhar os nossos avós, antes que eles partam.

      Bom domingo, Manu!
      Beijinhos

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  10. Muito linda esta sua "Nova Utopia". Felicitações e excelente nova semana. Que continuem a trabalhar e a produzir.

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