Quingentésimo ano (86)
Como podes (oh cego peccador!)
Estar em teus errores tão isento,
Sabendo que esta vida he hum momento,
Se comparada com a eterna for?
Não cuides tu que o justo Julgador
Deixará tuas culpas sem tormento,
Nem que passando vai o tempo lento
Do dia de horrendíssimo pavor.
Não gastes horas, dias, mezes, anos,
Em seguir de teus damnos a amisade
De que despois resultão mores danos.
E pois de teus enganos a verdade
Conheces, deixa ja tantos enganos,
Pedindo a Deos perdão com humildade.
Luís de Camões
O medo do castigo divino pode ser bom conselheiro?
ResponderExcluirUm dia bom, José.
Acho que não. Os medos não são bons conselheiros.
ExcluirBom dia, Isabel.
Bonito soneto. Camões sofreu, mas a sua vida andou sempre, nem que com um braço só, para com o outro salvar a sua obra...
ResponderExcluirUm abraço caro Amigo
Graças ao seu esforço, hoje, podemos lê-la, aprendendo com o seu grande talento.
ExcluirBoa semana, caro Amigo.
Um abraço.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
Boa foto ali por baixo
ResponderExcluirBoa e bela quarta feira em harmonia
que o vento e a Neve uivam por aqui. Bom dia pra vocês.
BOM DIA, João.
ExcluirA foto a que se refere é a do chá à meia noite?
Um bom resto de semana, para vocês,mesmo chuva, frio e neve.