Quingentésimo ano (82)
Cá nesta Babilónia donde mana
Matéria a quanto mal o mundo cria;
Cá donde o puro Amor não tem valia;
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;
Cá donde o mal se afina, o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá donde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a Deus engana;
Cá neste labirintho onde a Nobreza,
O Valor e o Saber pedindo vão
Ás portas da Cobiça e da Vileza;
Cá neste escuro caos de confusão
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!
Luís de Camões
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz e Bom fim de semana!
Muito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana, Zé!
A monarquia era cega. A República tem sempre as lentes dos óculos embaciadas.
ResponderExcluirExcelente fim de semana.
Mas vibrei e , ainda, acredito que 25 de Abril será diferente. Só espero, que os 2 partidos da Governação compreendam que o mundo está sempre a mudar, e cabe-lhes a eles construírem uma barreira contra o extremismos tanto de direta como de esquerda. Não é um homem só , "o salvador" que quer o 24 de Abril, que vai limpar Portugal, porque sem liberdades, o país volta ao paraíso.
ExcluirBom fim-de-semana.
Olá, Cheia!
ResponderExcluirCamões que me perdoe, mas respondi-lhe à revelia da Musa que anda desaparecida, provavelmente a tentar caçar gambozinos com a fisga que me roubou. Nunca lhe direi quem eles são nem onde os pode encontrar, que preciso dela e não me posso dar ao luxo de a ver presa em Caxias ou no Aljube...
Até já e um abraço
Respondeu-lhe muito bem!
ExcluirNeste soneto, estava virado para platonismo, dizendo que a sensualidade de Vénus deprava a pureza do Amor espiritualizado do platonismo.
Um abraço, Maria João!
Trouxe o soneto dele para o nosso tempo e para a nossa realidade. Se estamos a 500 anos de distância é natural que o faça... até porque este meu soneto/resposta estava a fazer-nos falta.
ExcluirUm a noite tranquila e outro abraço, Cheia