Quingentésimo ano (78)
Apartava-se Nise de Montano,
Em cuja alma, partindo-se, ficava;
Que o pastor na memoria a debuxava,
Por poder sustentar-se deste engano.
Por huma praia do Indico Oceano
Sôbre o curvo cajado se encostava,
E os olhos por as águas alongava,
Que pouco se doião de seu dano.
Pois com tamanha mágoa e saudade,
(Dizia) quiz deixar-me a que eu adoro,
Por testimunhas tómo ceo e estrellas.
Mas se em vós, ondas, mora piedade,
Levai tambem as lagrimas que chóro,
Pois assi me levais a causa dellas.
Luís de Camões
Uma boa semana caro Amigo.
ResponderExcluirTem dado a conhecer muito Camões.
Um abraço
Muito obrigado, caro Amigo. Também lhe desejo uma boa semana.
ExcluirUm abraço.
Longe da vista longe do coração...:)))abraço
ResponderExcluirA dor da separação.
ExcluirUm abraço.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana. Zé!
Verdade, secar lágrimas é secar o sofrimento...
ResponderExcluirBoa semana!!
Beijinhos!!
Tem razão. Esta Nise deixara-o na Índia
ExcluirMontano (montanhês, homem do monte, serrano) um criptónio de Camões.
Feliz resto de dia e boa semana, Maribel!
Beijinhos
Obrigada pela partilha.
ResponderExcluirBeijinhos
Muito obrigado, Di!
ExcluirBoa semana!
Beijinhos
Obrigado, Cheia, por nos trazer Camões de volta. (Ainda bem que não nos manda dividir as orações!!!) Viva a Poesia!
ResponderExcluirNão mando nada, apenas divulgo a grande obra do nosso Camões.
ExcluirBoa semana com saúde e alegria.