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Quingentésimo ano (62)











Aquela fera humana que enriquece
A sua presunçosa tirania
Destas minhas entranhas, onde cria
Amor um mal que falta quando cresce;



Se nela o Céu mostrou (como parece)
Quanto mostrar ao mundo pretendia,
Porque de minha vida se injuria?
Porque de minha morte se enobrece?


Ora, enfim, sublimai vossa vitória,
Senhora, com vencer-me e cativar-me;
Fazei dela no mundo larga história.


Pois, por mais que vos veja atormentar-me,
Já me fico logrando desta glória
De ver que tendes tanta de matar-me.


















Comentários

  1. Bom dia, Cheia!

    Obrigada por mais este belíssimo soneto que já teve resposta lá onde eu sou toda sonetos há mais de 16 anos :)

    Bom fim-de-semana e

    Um abraço

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    Respostas
    1. Boa tarde, Maria João!

      Vou espreitar.

      Um abraço

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    2. Sem pressa, Cheia, que ele não vai sair de onde está :)

      Uma excelente tarde e outro abraço

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    3. Já o li e gostei muito.

      Resto de dia tranquilo, Maria João!

      Um abraço.

      Excluir
    4. Bom dia, Cheia!

      Obrigada! Estou numa maratona contra o tempo e o sono que me pesa nas pálpebras, mas também já publiquei a resposta ao soneto de hoje, dia 03.03.

      Ontem dormi, dormi, dormi, mas continuo a fugir de Morfeu, que o sono mantém-se...

      Um abraço

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  2. Grata pela partilha, José! :))
    Resto de dia Feliz!

    ResponderExcluir

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