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Quingentésimo ano (59)






Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas não cansadas de cansar-me;
Pois não se abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;


Não canse o cego Amor de me guiar
Donde nunca de lá possa tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto a fraca voz me não deixar.


E se em montes, se em prados, e se em vales
Piedade mora alguma, algum amor
Em feras, plantas, aves, pedras, águas;


Ouçam a longa história de meus males,
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.











 



Comentários

  1. Lindo de morrer, este amor "cantado"!
    Obrigada e um feliz dia José!

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  2. Bom dia, Cheia!

    A minha Mistral está a começar a compensar a sua diabetes, mas a minha pobre vida continua a parecer a de uma bola de ping-pong, entre centro de saúde, hospital veterinário e hospital de Egas Moniz... Não me parece que a Musa esteja muito conformada com toda esta agitação, por isso não prometo sonetos-resposta.

    Obrigada e u abraço

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    Respostas
    1. Bom dia, Maria João!

      Que tudo corra pelo melhor.

      Um abraço.

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  3. Grata pela partilha, José! :))
    Boa noite!

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  4. Visitar ou revisitar Luís de Camões é sempre um deleite
    excelente partilha amigo José
    Abraço cúmplice

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    Respostas
    1. O Luís de Camões merece ser mais lido.

      Bom dia, caro Amigo.

      Um abraço.

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  5. Belo dia em harmonia
    que amanhã será Março
    e mais um dia
    quem sabe, em fantasia. Bom dia pra vocês José

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    Respostas
    1. Bom dia, João.

      Aproveitemos este 29, que só volta daqui a 4 anos. Que seja bem-vindo Março.

      Um bom resto de dia para vocês, com saúde e alegria.

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