Quingentésimo ano (48)
Quando da bela vista e doce riso
Tomando estão meus olhos mantimento,
Tão elevado sinto o pensamento,
Que me faz ver na terra o Paraíso.Tanto do bem humano estou diviso,
Que qualquer outro bem julgo por vento:
Assim que em termo tal, segundo sento,
Pouco vem a fazer quem perde o siso.Em louvar-vos, Senhora, não me fundo;
Porque quem vossas graças claro sente,
Sentirá que não pode conhecê-las.Pois de tanta estranheza sois ao mundo,
Que não é de estranhar, dama excelente,
Que quem vos fez fizesse céu e estrelas.
Bom dia, Cheia!
ResponderExcluirMais uma pequena/grande maravilha do mais célebre de todos os poeta portugueses :)
Obrigada e um abraço!
São todos muito bonitos.
ExcluirNoite tranquila, Maria João!
Um abraço.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia, Zé!
ResponderExcluirBom fim de semana.
Beijinhos!!!
Muito obrigado.
ExcluirBoa noite e um bom domingo, Maribel.
Beijinhos
Hoje o seu Camões deu-me o nó e não percebi nada.
ResponderExcluirAmanhã leio outra vez para ver se entendo (ehehe, franquezas).
Noite tranquila, José.
Bom dia, Isabel.
ExcluirNalguns, também não consigo entender onde ele quer chegar.
Neste, a minha interpretação é: Diz que os seus olhos estão a ser alimentados por bela vista e doce riso, que o faz ver o paraíso, e que não é de estranhar que quem fez tal dama, fizesse céu e estrelas....
Bom domingo.
Bom dia, José
ExcluirPela manhã já consegui interpretar. Há noite já estamos tão atafulhados com o que vamos lendo e vendo durante o dia que o cérebro fica cansado.
Obrigada pela ajuda.
Um bom Domingo.
À noite, digo (apre, esta foi má, ehehe)
ExcluirQuem é que foi má?
ExcluirReferia-me ao erro.
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