Quingentésimo ano (42)
Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Para que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Morrer não me deixeis em tal estado.Se de todo, contudo, está do Fado
Que eu morra de viver tão descontente,
Venha-me todo o bem por acidente,
E todo o mal me venha por cuidado.Que muito melhor é perder-se a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.Porque, enfim, nada perde quem perdida
A esperança tem já daquela glória,
Que fazia suave o seu tormento.
Faz-nos bem à alma reler um soneto de Camões todos os dias...
ResponderExcluirObrigada e um abraço, Cheia!
De acordo. É uma boa dose diária, para homenagearmos o grande Camões.
ExcluirUm abraço, Maria João!
Outro abraço, Cheia
ExcluirUm bela forma de se homenagear o poeta.
ResponderExcluirA melhor homenagem, que lhe podemos fazer, é ler o que nos deixou.
ExcluirCumprimentos.
A esperança é a última a partir. Faz bem reler Camões. Parabéns pela ideia e obrigado.
ResponderExcluirDe acordo, sem esperança, nada feito. Reler Camões é muito bom.
ExcluirBoa noite e boa semana, com saúde e alegria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana, Zé!