Quingentésimo ano (41)
Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade
quero que seja sempre celebrada.Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de ua outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.Ela só, viu as lágrimas em fio,
que, de uns e de outros olhos derivadas,
juntando-se, formaram largo rio.Ela ouviu as palavras magoadas
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas.
Luís de Camões
Maus da camoniana para o início do fim de semana.
ResponderExcluirUm abraço caro Amigo
Com muitas queixas amorosas e muitas mágoas, foi assim, a vida do Grande Camões.
ExcluirBom fim-de-semana, caro Amigo.
Um abraço.
Saber ouvir as mágoas.
ResponderExcluirUm Sábado feliz, José.
Para confortar os magoados.
ExcluirTambém lhe desejo um sábado feliz, Isabel.
Saber ouvir e cantar as mágoas assim, com esta delicada beleza...
ResponderExcluirObrigada por mais esta partilha, Cheia.
Um abraço
Mais um maravilhoso soneto.
ExcluirBoa tarde, Maria João!
Um abraço
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBom fim-de-semana!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!