Quingentésimo ano (22)
Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n’alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.
Belo soneto!
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita!
ExcluirBoa semana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite e boa semana, Zé!
Adoro.
ResponderExcluirE tão verdade. Não há desgosto onde a esperança falta. E a vida cheia de não sei quês.
Uma segunda-feira feliz, José.
"Amor um mal, que mata e não se vê."
ExcluirBoa noite e boa semana, Isabel.
Uma vida cheia de se's.
ResponderExcluirBeijinhos
"Amor um mal, que mata e não se vê."
ExcluirBoa noite, Di!
Beijinhos
"...dói não sei por quê." O Amor de Camões é um eterno sofrimento!
ResponderExcluir"Amor um mal, que mata e não se vê."
ExcluirO Amor de Camões não só dói, como mata.
Boa noite, com saúde e alegria.
Amor com amor se paga!
ResponderExcluirContas certas!
Excluir"Amor um mal, que mata e não se vê".
Sempre presentes estas linhas José
ResponderExcluirBom dia para um bom e belo dia em harmonia pra vocês.
Este ano, vamos homenagear o Grande Camões.
ExcluirBom dia, com menos frio, para vocês, com saúde e alegria, João.
Este é um dos meus preferidos, obrigada por ter relembrado, querido José.
ResponderExcluirBeijinho grande, bom fim de semana.
Fico contente por ter publicado um dos seus preferidos sonetos de Camões.
ExcluirBom fim-de-semana, querida Romi.
Beijinhos