Quingentésimo ano (20)
Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.Que dias há que n’alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.
ResponderExcluirBom fim de semana.
Beijinhos!!!
Muito obrigado!
ExcluirBom resto de sábado e bom domingo, Maribel!
Beijinhos
Muito o Camões "sofreu" por causa do Cupido! Excelente fim de semana, com saúde.
ResponderExcluirSem dúvida, os seus sonetos são a prova disso.
ExcluirBom fim-de-semana, com saúde e alegria.