Quingentésimo ano (17)
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Ceo eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento Ethereo, onde subiste,
Memoria desta vida se consente,
Não te esqueças de aquelle amor ardente,
Que ja nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que póde merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remedio, de perder-te;
Roga a Deos que teus annos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Uma excelente forma de (re)visitar Camões!
ResponderExcluirBeijinhos
Nestes 500 anos do seu nascimento, espero publicar cerca de 200 sonetos dele.
ExcluirBeijinhos
Cá continuamos a ler um pedacinho de Camões pela manhã, conforme sua boa proposta, José. Obrigada.
ResponderExcluirUm dia bom.
Este pedacinho é considerado o mais célebre soneto de Camões.
ExcluirFeliz dia, Isabel.
Alguns destes excertos são mais conhecidos do que outros, mas são eternamente belos.
ResponderExcluirSão todos muito belos, e são cerca de 200 os sonetos dele, que conheço.
ExcluirEste é o mais célebre soneto de Camões, várias vezes traduzido em alguns
idiomas europeus.
Camões lírico...:)))abraço
ResponderExcluirUm soneto várias vezes traduzido para alguns idiomas europeus.
ExcluirUm abraço.
Amor sofrido, este, de Camões. Obrigado pela divulgação. Saúde, paz e poesia!
ResponderExcluirDiz-se que é o seu soneto mais célebre, traduzido para várias línguas europeias.
ExcluirBoa noite com saúde e alegria.
A saudade de 500 anos presente
ResponderExcluire de sabor ler estas letras José
Belo dia pra vocês.
São uma maravilha, estes sonetos.
ExcluirBom dia para vocês com saúde e alegria, João.