Quingentésimo ano (16)
Alma gentil, que á firme eternidade
Subiste clara e valerosamente,
Cá durará de ti perpetuamente
A fama, a gloria, o nome e a saudade.
Não sei se he mor espanto em tal idade
Deixar de teu valor inveja á gente,
Se hum peito de diamante, ou de serpente,
Fazeres que se mova a piedade.
Invejosa da tua acho mil sortes,
E a minha mais que todas invejosa,
Pois ao teu mal o meu tanto igualaste.
Oh ditoso morrer! sorte ditosa!
Pois o que não se alcança com mil mortes,
Tu com huma só morte o alcançaste.
Também Camões alcançou morte ditosa...abraço
ResponderExcluirLivrou-se da lei da morte.
ExcluirUm abraço.
O Camões livrou-se da lei da morte, nós não
ResponderExcluirBoa tarde, José.
Não se podem livrar todos, alguns terão de morrer.
ExcluirBoa tarde, Maria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
"...Cá durará de ti perpetuamente
ResponderExcluirA fama, a gloria, o nome e a saudade. (...)"
De Camões também!
Parabéns por nos trazer Camões.
Camões também se livrou da lei da morte.
ExcluirBoa semana com saúde e alegria.
Muito obrigada pela partilha
ResponderExcluirEu é que agradeço a visita.
ExcluirFeliz resto de noite, Di!
Beijinhos
Levado do caraças o nosso Camões
ResponderExcluirque todos os anos visito
o horto do exílio dele
Belo dia em harmonia
e rotinas saudáveis pra vocês José.
Bom dia, João.
ExcluirQuer dizer que todos os anos visita o sítio onde ele esteve exilado.
Bom dia para vocês com saúde e alegria.